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Adernal

Beneficiando de um microclima muito particular e de escassa intervenção humana ao longo de séculos, foi possível conservar na Mata Nacional do Bussaco alguns habitats outrora mais abundantes, que hoje constituem a Mata Climácica. Esta vegetação relíquia convive com outros espaços importantes em termos de biodiversidade e de visitação, como o arboreto, os vales dos Fetos e dos Abetos e os jardins do Palace Hotel.

Na Mata Climácica, a par de louriçais e carvalhais conhecidos noutros locais do país, salienta-se um habitat ‒ o adernal ‒ cuja atual distribuição mundial se restringe à área da Mata Nacional do Buçaco.

O adernal constitui uma comunidade essencialmente mediterrânica, mas com forte influência atlântica, apresentando afinidade com outros habitats menos ameaçados. Trata-se de uma combinação vegetal em que o aderno assume porte arbóreo dominante.

Em alguns locais o povoamento de aderno é praticamente puro, formando um bosque com copado denso. Noutros, é acompanhado pelo medronheiro, pelo loureiro, pelo azevinho, ou mesmo por algumas espécies de carvalhos, a que se associam trepadeiras como a salsaparrilha-bastarda, a uva-de-cão, a hera e as silvas. O resultado cénico “requer as palavras todas e, estando ditas elas, mostra como tudo ficou por dizer”, como nos diz Saramago.
O estrato arbustivo é dominado pela gilbardeira, sendo também de salientar a presença de torga, tojo-molar, pilriteiro, azereiro, e menos frequentemente, de folhado.

O estrato herbáceo é dominado, nas zonas mais sombrias e frescas, pelo selo-de-Salomão, polipódios e umbigos-de-Venús. Nos locais mais soalheiros e secos encontramos a arenária, o arroz-dos-muros, o arroz-das-paredes, a uva-de-gato e espécies congéneres.

Mais informações: 

 Flyer informativo sobre o Adernal 

 

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