Fauna

Atualizado em 30-12-2016
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A importância e interesse do adernal não se limitam à comunidade de espécies de flora que o integram. O intrincado dos ramos proporciona refúgio a numerosas espécies de animais, sendo algumas raras e protegidas. Por exemplo, nas copas dos adernos poderão ser observados agitados bandos de chapins-rabilongo e chapins-azuis. Os arbustos escondem carriças, estrelinhas-reais, entre tantos outros Passeriformes. Qualquer passeio será certamente animado pelo canto das toutinegras e dos piscos-de-peito-ruivo. Rápidos e vorazes, também a águia-cobreira, o açor e o gavião podem ser aqui encontrados.

Entre as rochas e os ramos, movimentam-se carnívoros, como a gineta, o texugo, a fuinha e a doninha. Porém, devido ao seu comportamento noturno e esquivo, os indícios da presença destes animais são mais fáceis de observar do que os próprios. A exceção vai para o esquilo, menos tímido.

Árvores grandes e antigas, como os carvalhos, apresentam cavidades naturais que servem de abrigo a diversas espécies, não só de aves, mas também de morcegos, como os morcegos-arborícolas e os morcegos-orelhudos.

Ao nível do solo, a floresta relíquia fornece importantes recursos para muitos invertebrados, como a vaca-loura, o maior escaravelho da Europa. Pequenos mamíferos são também abundantes, destacando-se o rato-do-campo, o rato-cego e os musaranhos. Os locais mais solarengos são procurados por répteis, como a lagartixa-do-mato, o licranço ou as cobras-de-água.

Nas linhas de água, no limite da floresta relíquia, vivem espécies vulneráveis de pequenos peixes, como o bordalo e o ruivaco, e de anfíbios, como a salamandra-lusitânica.

Muitas destas espécies estão em risco de extinção, e encontram no adernal um habitat adequado às suas necessidades ecológicas. Assim, proteger o adernal é também contribuir para a preservação da nossa fauna.

Mais informações: 

 Flyer informativo sobre a Fauna

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