UNIVERSITÁRIOS DO PORTO PLANTAM 400 ÁRVORES NA MATA DO BUÇACO

- Futuros médicos, advogados e físicos têm primeira experiência na recuperação da floresta

Vinte e cinco estudantes universitários do Porto plantaram, ontem (dia 20), durante todo o dia, na Mata Nacional do Buçaco, no concelho da Mealhada, 400 árvores, de várias espécies, num dos locais mais afetados pelas últimas intempéries e pela doença do nemátodo da madeira do pinheiro.

“É uma ação extremamente louvável, que enche de orgulho a Fundação Mata do Buçaco (FMB) e que esta elogia por ser um inestimável apoio, ainda para mais quando aqui em causa estão jovens, sem qualquer ligação às florestas ou à agricultura, que prescindiram de um dia de folga para fazer 200 quilómetros, a expensas próprias, com o intuito altruísta de ajudar a reabilitar um espaço público que está fortemente empenhado em ser classificado, ainda este ano, como Monumento Nacional e, a médio prazo, Património Mundial da UNESCO”, afirma o presidente da FMB, António Gravato.

Na verdade, os jovens voluntários, com idades compreendidas entre os 18 e os 24 anos, membros do projeto “Vou pela Natureza”, do Banco de Voluntariado Universitário, frequentam cursos superiores de Medicina, Medicina Veterinária, Direito, Física, diversas áreas da engenharia e Biologia, nas universidades do Porto, Portucalense e Lusófona. Nenhum deles, conforme assumiram no local, tinha qualquer experiência na plantação de árvores, nem tão-pouco estava familiarizado com as questões florestais e/ou agrícolas.

Para ultrapassar essa falta de conhecimento, os jovens estudantes do Porto contaram com a supervisão de Nelson Matos, técnico da FMB responsável pelo planeamento ambiental, ordenamento do território e recursos florestais. Na opinião do referido responsável, “esta ação de voluntariado, de reposição/reforço do arboreto, é muito importante por dois motivos fundamentais: porque reabilita uma área com ‘clareiras’ prejudiciais à Mata e por criar uma relação de afetividade entre estes jovens e a nossa floresta, com laços que perdurarão por muitos e longos anos. É que a partir do momento em que plantam aqui as ‘suas árvores’, eles vão querer voltar mais vezes ao Buçaco, trazendo as suas famílias e amigos, para acompanhar a evolução das espécimes”.

Rafael Rocha e André Pinto, dois dos universitários presentes nesta ação de voluntariado, confessaram-se extasiados com a beleza do Buçaco, que não conheciam, e prometeram divulgar e promover a Mata Nacional junto do seu círculo de contactos. “Gostamos, todos nós, de colaborar em causas públicas. Neste caso em concreto, uma causa a favor do Ambiente, da Natureza. E achamos que o imponente Buçaco merece todo o empenho e ajuda da nossa parte. Estamos também a aprender a dar mais valor à floresta, a perceber quão difícil é reabilitar um ‘pulmão’ como este. Plantar estes 400 carvalhos alvarinho e português, sobreiros, pinheiros mansos, azereiros e pilriteiros, foi uma lição que jamais esqueceremos”, explicaram os dois jovens.

Buçaco, 20 de fevereiro de 2016

inter Capa

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