Hoje, o Comando Territorial de Aveiro e o Destacamento Territorial de Anadia da Guarda Nacional Republicana (GNR) promoveram - com o apoio da Câmara Municipal da Mealhada - uma "Caminhada Pela Floresta", na Mata Nacional do Bussaco. A ação, que contou ainda com a participação de uma centena crianças do Centro Escolar do Luso, decorreu no âmbito de um programa nacional levado a cabo pela GNR. O objetivo é alertar a população para a necessidade de adoptar condutas de respeito pela natureza e pelo meio-ambiente, assim como, despertar consciências para a riqueza do vasto património florestal nacional e em especial para a problemática dos incêndios florestais.

GNR - Caminhada Pela Floresta — em Mata Nacional do Bussaco GNR 1

 

 

 

A Fundação Mata do Bussaco vai inaugurar, no dia 7 de abril (sábado), às 16h, na Mata Nacional do Bussaco (Luso, Mealhada), o “Trilho dos Famosos”.

Trata-se de um percurso que leva o público a conhecer as árvores que foram plantadas nesta floresta pública candidata a Património Mundial da UNESCO, nos últimos dois anos, por 26 figuras públicas portuguesas, sendo que o primeiro a deixar a sua marca foi Pedro Abrunhosa (fevereiro de 2016), seguindo-se José Cid, Gabriela Carrascalão, Rui Reininho, Marco Paulo, Sofia Aparício, Rui Veloso, Luís de Matos, Luís Represas, Maya, José Luís Peixoto, Eládio Clímaco, Dina Aguiar, Eduardo Beauté, Paula Magalhães, Carla Andrino, Biscaia Fraga, Amor Electro, José Pedro Gomes, António Machado, Vítor Melícias, David Antunes, Joana Schenker, Vozes da Rádio, Raquel Loureiro e Fernando Tordo.

Na inauguração do novo trilho, que decorrerá na Fonte do Carregal (próximo dos jardins do Palácio do Bussaco), estarão presentes algumas das personalidades que plantaram árvores em vários locais da Mata Nacional. Eládio Clímaco (ex-apresentador do Festival da Canção e dos Jogos Sem Fronteiras), Maya (apresentadora de televisão e taróloga), David Antunes (cantor), Dina Aguiar (jornalista da RTP) e Fernando Tordo (cantor) são alguns dos que já confirmaram as suas presenças.

Recorde-se que o “Trilho dos Famosos” é uma ideia da Fundação Mata do Bussaco inserida no projeto “Criar Raízes”, uma iniciativa de reflorestação e reabilitação daquela que é a única floresta pública portuguesa com a certificação FSC (gestão florestal ambientalmente adequada, socialmente benéfica e economicamente viável).

“Já tínhamos o Trilho da Floresta Relíquia, o Trilho Militar, o Trilho da Água, o Trilho do Adernal… E dentro de muito pouco tempo teremos um importantíssimo trilho, que será o das Árvores Notáveis (estamos só a aguardar a publicação em Diário da República da classificação, já aprovada pelo Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, das espécies arbóreas). Faltava-nos o Trilho dos Famosos, para juntar num só percurso as árvores plantadas por figuras públicas", explicou o presidente da Fundação Mata do Bussaco (FMB), António Gravato, acrescentando que junto a cada árvore “famosa" será afixada uma placa com o nome de quem plantou, um breve resumo da pessoa, a sua fotografia, o nome da espécie plantada e a respetiva data. Será ainda facultado um mapa para que os visitantes possam chegar mais facilmente a cada uma dessas árvores.

“Convidar figuras públicas para plantar árvores no Bussaco é muito mais do que apenas pretender dar a conhecer melhor esta Mata Nacional. É querer dar um sinal aos portugueses da necessidade de todos contribuirmos para a preservação do meio ambiente e, em particular, para a reflorestação dos 105 hectares da Mata Nacional do Bussaco”, considera o presidente da Câmara Municipal da Mealhada, Rui Marqueiro, que “apadrinhou”, com a sua presença, quase todas as plantações.

Lembre-se que todo o trabalho de limpeza e reabilitação do Bussaco decorreu, nos últimos anos, no âmbito do projeto BRIGHT - “Bussaco´s Recovery from Invasions Generating Habitat Threats”, com o apoio do Programa LIFE+. Com a sua execução, a FMB visou a conservação/valorização de um habitat relíquia: o adernal, cuja distribuição mundial se circunscreve aos escassos hectares existentes no Bussaco; o controlo/erradicação de flora exótica invasora que ameaça o adernal e demais espécies/habitats da Mata, através de trabalhos de continuidade centrados no ensaio e aplicação de novas práticas de controlo, dirigidas a espécies arbóreas e herbáceas, algumas das quais nunca aplicadas no contexto nacional e outras apenas a escalas mais reduzidas; o envolvimento ativo, nas atividades de conservação/valorização e controlo/erradicação, de diversos públicos e entidades, e da sociedade civil em geral (residentes, alunos, turistas, entre outros), com a perspetiva de assegurar o exercício de uma cidadania ativa e responsável em prol da conservação da natureza e da biodiversidade.

Trilho dos Famosos

 Bussaco, 29 de março de 2018

Ator brasileiro,Vitor Hugo, da telenovela da TVI "A Herdeira", e a atriz e ex-manequim portuguesa, Raquel Loureiro,  plantaram um abeto e um loureiro na Mata Nacional do Bussaco, na zona do Vale dos Abetos.

Reis do Carnaval Reis Carnaval 2 

O presidente da Direção da Agência de Desenvolvimento Gardunha 21, Paulo Fernandes, em representação do consórcio promotor da Estratégia de Eficiência Coletiva iNature, plantou uma árvore na Mata Nacional do Bussaco.

Trinta colaboradores e a administração da empresa Transportes Pascoal participaram, hoje, numa ação de limpeza e reflorestação da Mata Nacional do Bussaco (Mealhada). 

Foi o primeiro ato simbólico de uma ação maior, que prevê a plantação de mil árvores certificadas, adquiridas nos viveiros da Fundação Mata do Bussaco para plantar em zonas ardidas, no incêndio de agosto de 2017, na freguesia de Barcouço (Mealhada). 
José e Catarina Pascoal, da empresa Transportes Pascoal, entregaram um cheque ao presidente da Fundação Mata do Bussaco com um donativo de 7500 euros para ajudar a reabilitar a floresta pública.

Foto: José António Duarte Moura

 Bussaco, 7 de dezembro de 2017

 

O Conselho de Ministros reclassificou, hoje, como monumento nacional o conjunto do "Palace Hotel do Bussaco e mata envolvente, incluindo as capelas e ermidas, Cruz Alta e tudo o que nela se contém de interesse histórico e artístico, em conjunto com o Convento de Santa Cruz do Bussaco".

Na opinião do presidente da Câmara Municipal da Mealhada, Rui Marqueiro, “esta decisão do Conselho de Ministros vem corrigir um erro grave que tardava em ser corrigido e fazer finalmente justiça a um espaço majestoso e imponente, de rara beleza, único no país. Uma Mata Nacional que guarda nos seus 105 hectares de área murada um património de incomensurável importância histórica, cultural, ambiental, religiosa e militar, não podia continuar a ser apenas um Imóvel de Interesse Público, como era desde 1943”.

Manifestamente satisfeito com a elevação à categoria de Monumento Nacional, Rui Marqueiro, também ele membro do Conselho Consultivo da Fundação Mata do Bussaco, diz que “valeram a pena as sucessivas reivindicações da Câmara Municipal da Mealhada e da Fundação Mata do Bussaco”. “Andávamos há imenso tempo a fazer um trabalho de ‘diplomacia’ silenciosa, discreta, mas insistente, no sentido de sensibilizar o Governo para a urgência em retificar este erro grave que persistia sem qualquer justificação. Nunca nos resignámos. Nos últimos tempos fomos ainda mais determinados nas reivindicações. E isso deu frutos. Finalmente ouviram os nossos protestos”, afirmou o presidente do Município da Mealhada.

O presidente da Fundação Mata do Bussaco, António Gravato, subscreve as palavras de Rui Marqueiro e acrescenta: “é uma alegria enorme. É a melhor prenda de Natal que nos podiam ter dado. Fez-se justiça. Agora, temos o caminho facilitado para a candidatura que temos já em curso a Património Mundial da UNESCO, para além de que, com o estatuto de Monumento Nacional, também temos outras condições - mais favoráveis - em candidaturas a apoios comunitários”.

Um passo fundamental para o sucesso desta candidatura é a requalificação do património existente. A Câmara Municipal da Mealhada já adjudicou a empreitada de “Requalificação e Valorização da Mata Nacional do Buçaco – Recuperação do Convento de Santa Cruz e das Capelas dos Passos e da Via-Sacra”, uma obra orçada em um milhão de euros.  Trata-se de uma obra complexa, já que a intervenção é sobre um património histórico, que terá em conta as exigências da Direção Regional de Cultura do Centro, com quem a Autarquia celebrou um contrato, assumindo-se como dono da obra e assumindo a componente financeira nacional do financiamento comunitário que vier a ser atribuído à candidatura apresentada pela Fundação Mata do Buçaco.

 Bussaco, 7 de dezembro de 2017

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