- Registadas mais 20 mil entradas na floresta do que em 2015

- Alguns turistas vieram da Índia, Indonésia, Islândia, Líbano e Tailândia

Segundo os dados da Fundação Mata do Bussaco (FMB), a esmagadora maioria das 250.328 pessoas que entraram na perímetro murado da serra, entre 1 de janeiro e 31 de dezembro de 2016, fizeram-no de automóvel. Ao todo, o ano passado, entraram 32.943 veículos ligeiros na Mata, ou seja, mais 1.400 do que em 2015, ano em que entraram no Bussaco 230.486 pessoas.
Portugal continua a ser o pais que mais visitantes atrai à Mata Nacional do Bussaco, seguido de França, Espanha, Alemanha, Israel, Holanda, Brasil, Estados Unidos da América, Inglaterra e Bélgica.
Embora em muito menor número, o certo é que em 2016 o Bussaco foi igualmente visitado por turistas de países, na opinião da FMB, “completamente inesperados”, de que são exemplo Albânia, Arábia Saudita, Bósnia, Eslovénia, Índia, Indonésia, Islândia, Letónia, Líbano, Ucrânia e Tailândia.
“O último ano tem sido absolutamente excecional, com muitos indicadores positivos. Temos vindo a registar um crescendo de procura por parte do público nacional e sobretudo internacional, um aumento significativo de visibilidade e notoriedade. Estamos no bom caminho. Sentimos que conseguimos fazer justiça ao Bussaco, colocando-o no ‘mapa’”, afirma António Gravato, presidente da FMB.
Recorde-se que o “Deserto dos Carmelitas Descalços e Conjunto Edificado do Palace do Bussaco” fazem parte da lista indicativa de locais com pretensões ao reconhecimento de Património Mundial da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). No próximo dia 16, a FMB e a Câmara Municipal da Mealhada irão apresentar publicamente, na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), o projeto de candidatura do Bussaco à UNESCO, que é coordenado por uma empresa especializada, paga com fundos europeus, através do consórcio regional da Estratégia de Eficiência Coletiva Provere iNature - Turismo Sustentável em Áreas Classificadas.
Rui Marqueiro, presidente do Município da Mealhada - a instituição que mais apoio tem vindo a oferecer ao Bussaco -, considera que “é de elementar justiça que se olhe para este património histórico, cultural, religioso e militar com outros olhos e se empreste outra atenção a uma floresta que tem uma fauna e flora riquíssimas e guarda mais de uma centena de edifícios relevantes (a única via-sacra no Mundo à escala de Jerusalém, por exemplo”.
Na opinião do autarca, “é completamente injusto que este espaço fabuloso ainda não tenha sido declarado Monumento Nacional, o que abriria desde logo novos horizontes na captação de fundos para requalificar o património edificado e manter a vasta zona florestal”.
O diploma que eleva a Mata a Monumento Nacional ficou pronto ainda durante a passagem de João Soares pela Cultura e aguarda homologação em Conselho de Ministros.
Com 105 hectares, a Mata Nacional do Bussaco foi plantada pela Ordem dos Carmelitas Descalços no século XVII, encontrando-se delimitada pelos muros erguidos pela ordem para limitar o acesso.
Atualmente classificado como Imóvel de Interesse Público, o conjunto monumental do Bussaco apresenta um núcleo central formado pelo Palace Hotel do Bussaco (instalado desde 1917 num pavilhão de caça dos últimos reis de Portugal) e pelo Convento de Santa Cruz, a que se juntam as ermidas de habitação, as capelas de devoção e os Passos que compõem a Via-Sacra, a Cerca com as Portas, o Museu Militar e o monumento comemorativo da Batalha do Bussaco.
Os cruzeiros, as fontes (com destaque para a Fonte Fria com a sua monumental escadaria) e as cisternas, os miradouros e as casas florestais, compõem o vasto conjunto do património.

Bussaco, 12 de março 2017

- Candidatura apresentada, hoje, na BTL

Meio milhão de visitantes/ano até três anos após a classificação do Bussaco como Património Mundial da UNESCO é a meta que a Fundação Mata do Bussaco e a Câmara Municipal da Mealhada consideram perfeitamente alcançável caso a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura aprove a candidatura que foi publicamente apresentada, hoje, na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), e que será submetida a apreciação superior no prazo máximo de um ano.

“O ‘Deserto dos Carmelitas Descalços e Conjunto Edificado do Palace do Bussaco’ congregam um património de incomensurável valor cultural, histórico, patrimonial, religioso, militar e natural. Há aqui uma riqueza fabulosa e única, no seu género, em todo o Mundo. Ora, tendo a UNESCO inventado, em 1972, a noção de Património Mundial para proteger os sítios de valor universal excecional, com os excelentes resultados publicamente conhecidos, consideramos que é de elementar justiça que o Bussaco mereça esta distinção”, considera Rui Marqueiro, presidente da Câmara Municipal da Mealhada.

Para além do prestígio e da justiça da classificação UNESCO, o presidente da Fundação Mata do Bussaco, António Gravato, fala em números: “em 2016, mais de 250 mil pessoas, provenientes de 55 países, visitaram a Mata Nacional do Bussaco, o que representou um aumento de entradas na ordem dos 9% face a 2015. Acreditamos que, com o selo de Património Mundial e a avaliar pelos exemplos de Coimbra, Sintra, Porto, Alto Douro Vinhateiro, e Guimarães, iremos registar um aumento de procura, num horizonte de dez anos, de 300%”.

“Acreditamos que, para além do prestígio da distinção e da justiça do reconhecimento por parte da UNESCO, a classificação do Bussaco trará vantagens demográficas (aumento do número de fluxos migratórios, maior mobilidade e envolvimento das comunidades locais - Luso-Bussaco-Mealhada - em operações integradas e geração de valor identitário das populações à volta da Mata Nacional do Bussaco”, afirma Rui Marqueiro.

O autarca fala também em vantagens ambientais: “aumento da capacidade de preservação, conservação e proteção dos recursos florísticos; reforço das iniciativas de investigação na proteção da Mata Nacional do Bussaco; capacidade de prevenção na gestão de recursos hídricos inerentes ao microclima; potenciação de consciencialização ambiental das comunidades locais e visitantes”.

O presidente da Câmara da Mealhada salienta ainda as vantagens socioeconómicas decorrentes do selo UNESCO: “aumento da capacidade de atração do território envolvente à Mata (Luso, Mealhada, Aveiro e Coimbra); geração de riqueza no consumo de serviços e produtos locais e regionais; capitalização dos jovens com formação académica e profissional especializada; fixação de novos residentes na região, decorrente da criação de negócios”.

Por último, Rui Marqueiro sublinha as vantagens turísticas: “geração de emprego decorrente do aumento da procura em serviços de apoio ao turista; reforço do posicionamento do Centro de Portugal no Património Mundial da UNESCO; aumento da capacidade de criação de negócios do cluster turístico e de visitação (alojamento, restauração, animação e accomodities/ facilities)”.

António Gravato lembra que “o Bussaco é uma paisagem construída pelo Homem, não só pela importação e plantação de espécies arbóreas e arbustivas indígenas e exóticas, como também pela construção de elementos arquitetónicos de diferentes períodos da História portuguesa, configurando a Mata numa simbiose perfeita do trinómio Homem-Natureza-Cultura”.

“Após a classificação da UNESCO, acreditamos que, no prazo de dez anos, iremos passar das atuais mil camas para 1500, e das atuais 80 mil dormidas anuais para 160 mil, o que contribuirá para um aumento importante na percentagem de dormidas registadas na região Centro”, afirma o presidente da Fundação.

Bussaco, 16 de março 2017

 

Nos dois últimos Trilhos Invasoras realizados na Mata Nacional do Bussaco, no âmbito do Projeto BRIGHT - Bussaco’s Recovery of Invasions Generating Habitat Threats, os participantes puderam comprovar os avanços no combate às plantas exóticas invasoras e de seguida voluntariaram-se no sentido de dar uma ajuda nos trabalhos existentes. Assim, realizaram descasque de acácias, remoção de Tradescantia fluminensis e plantações de árvores autóctones.

Se quiser contribuir para a melhoria da Mata, contacte-nos: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. - 231 937 000

Bussaco, 3 de março 2017 

Trilhos bright

A Fundação Mata do Bussaco recebeu, hoje, um cheque da Fundação Jumbo para a Juventude, no valor de 19.945 euros, que serão integralmente investidos num projeto artístico designado de “MataBoo”.
O referido projeto, submetido ao concurso “Juntos pela Juventude”, dará a oportunidade a centenas de crianças, sobretudo as socialmente mais desfavorecidas, de serem artistas pela primeira vez e de pela primeira vez subirem a um palco, nos dias 24 e 25 de junho de 2017, na Mata do Bussaco, com uma produção cénica/teatral muito profissional, graças à ajuda da experiente Associação Escolíadas e ao apoio logístico da Câmara da Mealhada.

Bussaco, 23 de fevereiro 2017

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A atriz e ex-modelo Sofia Aparício, à semelhança de outras personalodades nacionais, plantou uma árvore na Mata Nacional do Bussaco (Luso, Mealhada). Uma iniciativa enquadrada no projeto de reflorestação que a Fundação Mata do Bussaco tem vindo a desenvolver na referida Mata Nacional, que é candidata à classificação de Património Mundial da UNESCO.

Bussaco, 22 de fevereiro 2017 

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Os atores e humoristas José Pedro Gomes e António Machado plantaram duas árvores (cedro do Bussaco e azereiro, respetivamente), hoje, dia 3 de fevereiro, na Mata Nacional do Bussaco.

Esta iniciativa de plantação de árvores, que decorreu num ambiente de permanente boa disposição e bom humor, enquadra-se no projeto de reflorestação que a Fundação Mata do Bussaco tem vindo a desenvolver na referida Mata Nacional, que é candidata à classificação de Património Mundial da UNESCO e foi a primeira floresta pública portuguesa a receber a certificação FSC (gestão florestal ambientalmente adequada, socialmente benéfica e economicamente viável). Pedro Abrunhosa, Marisa Liz (Amor Electro), Assunção Cristas, Maria de Belém, José Cid, Rui Reininho e Marco Paulo foram apenas algumas das figuras públicas nacionais que plantaram recentemente árvores no Buçaco. Também uma equipa de futebol dos Emirados Árabes Unidos e um grupo de investigadores chineses plantaram uma árvore, este ano, no Buçaco.

Recorde-se que todo o trabalho de limpeza e reabilitação da Mata decorre no âmbito do projeto BRIGHT – "Bussaco´s Recovery from Invasions Generating Habitat Threats", com o apoio do Programa LIFE+.

 Bussaco, 4 de janeiro 2017

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O cabeleireiro Eduardo Beauté plantou uma árvore (carvalho alvarinho), hoje, na Mata Nacional do Bussaco (Luso, Mealhada). Na iniciativa “amiga do ambiente”, o socialite fez-se acompanhar dos seus três filhos - Bernardo, Lurdes e Eduardo -, que também fizeram questão, cada um deles, de plantar uma árvore.

Eduardo Beauté ficou encantado com o património histórico, cultural, arquitetónico e sobretudo com a fauna e flora que encontrou nos 105 hectares da Mata Nacional do Bussaco. “Já tenho três filhos, estou a escrever um livro sobre os meus 50 anos de vida. Só me faltava mesmo plantar uma árvore. Ter oportunidade de o fazer numa floresta tão bonita e mágica como esta, ainda para mais na presença e com a colaboração dos meus filhos, é fantástico e eu só posso agradecer a quem proporcionou este momento inesquecível”, afirmou o cabeleireiro dos famosos logo após assinar o livro de honra da Fundação Mata do Bussaco (FMB), a entidade que gere todo o património da referida mata.
Já o presidente da FMB, António Gravato, o vice-presidente da Câmara Municipal da Mealhada, Guilherme Duarte, e o presidente da Junta de Freguesia de Luso, Claudemiro Semedo, que fizeram questão de assistir à plantação das quatro árvores, elogiaram "o gesto simbólico, mas de grande importância pedagógica”, de Eduardo Beuaté e dos seus filhos, desafiando-os a visitar regularmente o Bussaco e a acompanhar à distância o crescimento das árvores, uma vez que estas estão georreferenciadas e as coordenadas GPS foram facultadas num certificado de plantação.

Foto de Fundação Mata do Buçaco.

Esta iniciativa de plantação de árvores enquadra-se no projeto de reflorestação que a FMB tem vindo a desenvolver na referida Mata Nacional, que é candidata à classificação de Património Mundial da UNESCO e foi a primeira floresta pública portuguesa a receber a certificação FSC (gestão florestal ambientalmente adequada, socialmente benéfica e economicamente viável).

Pedro Abrunhosa, Marisa Liz (Amor Electro), Assunção Cristas, Maria de Belém, José Cid, Rui Reininho e Marco Paulo foram apenas algumas das figuras públicas nacionais que plantaram recentemente árvores no Bussaco. Também uma equipa de futebol dos Emirados Árabes Unidos e um grupo de investigadores chineses plantaram uma árvore, este ano, no Bussaco.
Recorde-se que todo o trabalho de limpeza e reabilitação da Mata decorre no âmbito do projeto BRIGHT - “Bussaco´s Recovery from Invasions Generating Habitat Threats”, com o apoio do Programa LIFE+. Com a sua execução, a FMB visa a conservação/valorização de um habitat relíquia: o adernal, cuja distribuição mundial se circunscreve aos escassos hectares existentes no Buçaco; o controlo/erradicação de flora exótica invasora que ameaça o adernal e demais espécies/habitats da Mata, através de trabalhos de continuidade centrados no ensaio e aplicação de novas práticas de controlo, dirigidas a espécies arbóreas e herbáceas, algumas das quais nunca aplicadas no contexto nacional e outras apenas a escalas mais reduzidas; o envolvimento ativo, nas atividades de conservação/valorização e controlo/erradicação, de diversos públicos e entidades, e da sociedade civil em geral (residentes, alunos, turistas, entre outros), com a perspetiva de assegurar o exercício de uma cidadania ativa e responsável em prol da conservação da natureza e da biodiversidade.

Fotografias: Ana Ribeiro / CAPhoto

Bussaco, 22 de janeiro 2017

 

O presidente do Conselho de Administração da EDP Distribuição, João Torres, plantou uma árvore (azereiro), hoje, no Vale dos Abetos, em plena Mata Nacional do Bussaco (Luso, Mealhada). 

Esta iniciativa de plantação de árvores enquadra-se no projeto de reflorestação que a Fundação Mata do Bussaco tem vindo a desenvolver na referida Mata Nacional, que é candidata à classificação de Património Mundial da UNESCO e foi a primeira floresta pública portuguesa a receber a certificação FSC (gestão florestal ambientalmente adequada, socialmente benéfica e economicamente viável).

Bussaco, 12 janeiro de 2017

 

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