Está aprovado o Plano Específico de Intervenção Florestal (PEIF) para a Mata Nacional do Buçaco. O PEIF, que visa a salvaguarda do património natural e edificado da Mata, foi elaborado por um dos maiores especialistas da matéria no país e com recurso às mais avançadas tecnologias de análise e comportamento dos fogos. Preconiza a criação de uma unidade de Bombeiros Sapadores na Mata.

O PEIF centra-se na questão da prevenção dos fogos florestais, uma das principais ameaças à Mata Nacional do Buçaco, sob dois aspetos: a gestão da mata intramuros e a gestão das propriedades florestais vizinhas, identificadas como aquelas que potencialmente poderão ser mais perigosas por serem mais suscetíveis ao fogo. Os ventos foram identificados como um fator chave para determinar toda a linha de ação do PEIF.
Segundo Francisco Castro Rego, professor no Centro de Ecologia Aplicada da Universidade de Lisboa, e coordenador do Plano, os grandes incêndios da região foram potenciados por ventos de Noroeste e, os mais complicados, de Sudoeste. Recorrendo às mais avançadas tecnologias nesta área, conseguiu-se simular o comportamento do fogo nesta área, identificar os caminhos preferenciais e, consequentemente, os locais onde a intervenção preventiva é mais urgente. “Podemos identificar, prever as zonas por onde o fogo tem mais facilidade em progredir e prepararmo-nos para essa ameaça”, explica o docente, que também leciona na Universidade de Idaho, nos EUA, uma das mais reputadas unidades nestas matérias.
O PEIF aponta duas medidas fundamentais a implementar: a criação de um ponto de água no local, e a criação de uma unidade de sapadores florestais, em permanência, na Mata Nacional do Buçaco. Mas, sublinha, para que as referidas medidas, juntamente com toda a intervenção, tenham sucesso, é essencial a cooperação dos proprietários florestais vizinhos da Mata.

António Gravato, presidente da Fundação Mata do Buçaco, refere que este plano “é um instrumento fundamental para a proteção da Mata Nacional do Buçaco. Dá consistência a toda uma estratégia delineada para o futuro dos 105 hectares de património que o concelho da Mealhada aqui tem”. E sublinha a necessidade de que todos sejam envolvidos na defesa da Mata. “É importante a cooperação de todos, dos proprietários florestais vizinhos e de todos os agentes, desde a Proteção Civil aos voluntários”.
Este Plano Específico de Intervenção Florestal concretiza alguns aspetos mais genéricos constantes do Plano de Gestão Florestal, apresentado em Junho de 2015, por Francisco Castro Rego, ao abrigo de um protocolo estabelecido entre a Fundação Mata do Buçaco e o Centro de Ecologia Aplicada da Universidade de Lisboa.
O Plano foi aprovado na generalidade pela Comissão Municipal de Defesa da Floresta da Mealhada.

Buçaco, 1 de março de 2016

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- Músico participa no primeiro ato público de requalificação da floresta após intempérie que destruiu dezenas de árvores

“Este é um ato simbólico em defesa de uma causa que deveria ser de todos, de defesa do património natural, cultural e edificado”. Foi desta forma que Pedro Abrunhosa justificou, hoje, ao final do dia, a sua presença na Mata Nacional do Buçaco, no concelho da Mealhada, onde plantou um cedro, naquele que foi o primeiro ato público promovido pela Fundação Mata do Buçaco (FMB) no trabalho de recuperação da floresta após o recente temporal que destruiu dezenas de árvores e danificou algum património edificado.

O cantor e compositor do Porto mostrou-se muito satisfeito com a beleza do património histórico, cultural e ambiental do Buçaco, elogiou a perseverança da FMB e o trabalho que esta tem vindo a desenvolver, em colaboração com a Câmara da Mealhada, e exortou outras figuras públicas a seguir o seu exemplo, de “apadrinhar” a Mata Nacional do Buçaco. “Toda a população, todas as personalidades devem apadrinhar a ideia de que a preservaçãO do património é o nosso futuro, é a nossa cultura. E o património deve, por isso, se acarinhado e preservado”, sustentou o músico.

O presidente da FMB, António Gravato, garantiu a Pedro Abrunhosa que a equipa que lidera está “fortemente empenhada e super motivada em fazer do Buçaco um lugar de excelência, requalificado, amigo do Ambiente/Natureza, no escrupuloso respeito pela História do legado que nos foi deixado e que todos queremos preservar e dignificar”. Arminda Martins, vereadora da Câmara da Mealhada, corroborou as palavras de António Gravato e garantiu que, “no que depender do Município, o Buçaco estará sempre na linha da frente das suas prioridades”. Todavia, alertou, “o Estado deve estar mais atento e apoiar, como lhe compete, este bem de valor inestimável, esta floresta que é pública”.

Buçaco, 27 de fevereiro de 2016

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- Futuros médicos, advogados e físicos têm primeira experiência na recuperação da floresta

Vinte e cinco estudantes universitários do Porto plantaram, ontem (dia 20), durante todo o dia, na Mata Nacional do Buçaco, no concelho da Mealhada, 400 árvores, de várias espécies, num dos locais mais afetados pelas últimas intempéries e pela doença do nemátodo da madeira do pinheiro.

“É uma ação extremamente louvável, que enche de orgulho a Fundação Mata do Buçaco (FMB) e que esta elogia por ser um inestimável apoio, ainda para mais quando aqui em causa estão jovens, sem qualquer ligação às florestas ou à agricultura, que prescindiram de um dia de folga para fazer 200 quilómetros, a expensas próprias, com o intuito altruísta de ajudar a reabilitar um espaço público que está fortemente empenhado em ser classificado, ainda este ano, como Monumento Nacional e, a médio prazo, Património Mundial da UNESCO”, afirma o presidente da FMB, António Gravato.

Na verdade, os jovens voluntários, com idades compreendidas entre os 18 e os 24 anos, membros do projeto “Vou pela Natureza”, do Banco de Voluntariado Universitário, frequentam cursos superiores de Medicina, Medicina Veterinária, Direito, Física, diversas áreas da engenharia e Biologia, nas universidades do Porto, Portucalense e Lusófona. Nenhum deles, conforme assumiram no local, tinha qualquer experiência na plantação de árvores, nem tão-pouco estava familiarizado com as questões florestais e/ou agrícolas.

Para ultrapassar essa falta de conhecimento, os jovens estudantes do Porto contaram com a supervisão de Nelson Matos, técnico da FMB responsável pelo planeamento ambiental, ordenamento do território e recursos florestais. Na opinião do referido responsável, “esta ação de voluntariado, de reposição/reforço do arboreto, é muito importante por dois motivos fundamentais: porque reabilita uma área com ‘clareiras’ prejudiciais à Mata e por criar uma relação de afetividade entre estes jovens e a nossa floresta, com laços que perdurarão por muitos e longos anos. É que a partir do momento em que plantam aqui as ‘suas árvores’, eles vão querer voltar mais vezes ao Buçaco, trazendo as suas famílias e amigos, para acompanhar a evolução das espécimes”.

Rafael Rocha e André Pinto, dois dos universitários presentes nesta ação de voluntariado, confessaram-se extasiados com a beleza do Buçaco, que não conheciam, e prometeram divulgar e promover a Mata Nacional junto do seu círculo de contactos. “Gostamos, todos nós, de colaborar em causas públicas. Neste caso em concreto, uma causa a favor do Ambiente, da Natureza. E achamos que o imponente Buçaco merece todo o empenho e ajuda da nossa parte. Estamos também a aprender a dar mais valor à floresta, a perceber quão difícil é reabilitar um ‘pulmão’ como este. Plantar estes 400 carvalhos alvarinho e português, sobreiros, pinheiros mansos, azereiros e pilriteiros, foi uma lição que jamais esqueceremos”, explicaram os dois jovens.

Buçaco, 20 de fevereiro de 2016

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- Aderno centenário tombou e medronheiro com poderes medicinais foi furtado

Cerca de 30 árvores caíram, no passado fim de semana, na Mata Nacional do Buçaco, no concelho da Mealhada, na sequência do temporal que arrastou taludes e destruiu também alguns caminhos e trilhos turísticos, apuraram, hoje, os serviços técnicos da Fundação Mata do Buçaco (FMB). Na Cruz Alta, para além de um aderno centenário, tombou também um medronheiro de porte arbóreo centenário - símbolo da mata climácica e famoso pelas suas propriedades medicinais -, tendo sido furtado logo após a sua queda, segundo a mesma fonte.

No Vale dos Abetos, meia dúzia de árvores de grande porte tombaram com a força do vento e da chuva, deixando um rasto de destruição.

Noutro ponto da floresta, que tem 105 hectares de área, um cedro do Buçaco (Cupressus lusitanica), de grandes dimensões, caiu e acabou por derrubar, em dominó, uma série de outras árvores, provocando uma clareira que implicará uma intervenção mais cuidadosa depois de todo o material lenhoso e vegetal ser removido.

Em dois locais distintos do Vale dos Fetos, a queda de árvores de grande porte, embora não tivesse destruído na totalidade nenhum dos fetos arbóreos (Dicksonia antarctica), originou importantes danos nas folhas e frondes destes. Recorde-se que este é um dos espaços mais visitados pelos turistas que entram na Mata Nacional do Buçaco (230 mil em 2015).

A FMB garante que tudo será restabelecido a muito curto prazo, prometendo empenhar toda a equipa técnica florestal - o que já está a acontecer neste momento - na reabilitação dos locais mais afetados. Lamenta, no entanto, que ainda não tenha conseguido recuperar da totalidade dos elevados estragos causados pelo ciclone Gong (janeiro de 2013), que devastou 40% da floresta, e da tempestade Stéphanie (fevereiro de 2014), e, face ao temporal do passado fim de semana, tem já mais danos para recuperar urgentemente, o que vai comprometer os trabalhos que estavam em curso na reabilitação das casas de turismo em espaço rural.

Buçaco, 16 de fevereiro de 2016

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A Fundação Mata do Buçaco (FMB) está a proceder a trabalhos de retirada de invasoras, no extremo nordeste do adernal da Mata do Buçaco, e repovoamento com espécies autóctones, como carvalho, azereiro e folhado.

A relevância desta intervenção, a cargo dos técnicos da FMB, prende-se com a necessidade de colmatar a desflorestação de espécies nativas naquela parcela de terreno e a consequente clareira ali formada, após a passagem do ciclone Gong, em 2013, a qual “tem vindo a constituir um foco de pressão sobre os habitats autóctones, nomeadamente sobre os carvalhos galaico-portugueses (Quercus Robur)”, explica, Nelson Matos, responsável pelo Setor do Património Florestal e Ambiental da FMB. “As perturbações que o ciclone criou no terreno são responsáveis pela rápida proliferação de espécies invasoras, como acácias, o Pittosporum undulatum e o Prunus laurocerasus, que condicionam o normal desenvolvimento de espécies nativas”, conclui o referido técnico.

Os trabalhos, que já duram há cerca de uma semana, deverão estar concluídos nos próximos dias e inserem-se no âmbito do projeto de conservação cofinanciado pelo instrumento financeiro LIFE+ da União Europeia, o projeto BRIGHT-Bussaco´s Recovery of Invasions Generating Habitat Threats (LIFE+ / NATUREZA E BIODIVERSIDADE, LIFE10/NAT/PT/075), que visa a proteção e valorização dos habitats naturais presentes na Mata Nacional do Buçaco, através do controlo e erradicação de espécies exóticas invasoras que os ameaçam.

Buçaco, 8 de fevereiro de 2016

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Uma comitiva chinesa, composta por 31 responsáveis de duas universidades daquele que é o maior país da Ásia Oriental e o mais populoso do mundo, visitou, ontem, a Mata Nacional do Buçaco e mostrou-se completamente siderada com a imponência do Palace Hotel e dos 105 hectares de floresta em “estado puro”.

“Saímos daqui extasiados com a beleza natural do Buçaco”, confessou, no final da visita, Yuchi Wang, porta-voz do grupo e diretora-geral do Intercâmbio Cultural e Educacional Luso-Chinês.
A comitiva da República Popular da China foi recebida, no Convento de Santa Cruz, pelo presidente da Fundação Mata do Buçaco (FMB), António Gravato, e pelo vice-presidente da Câmara Municipal da Mealhada (CMM), Guilherme Duarte. O líder da FMB deu algumas explicações históricas sobre a Mata Nacional e os monumentos ali edificados e contou um pouco da vida dos carmelitas que viveram no Buçaco. Já o vice-presidente da CMM desafiou os chineses a regressarem, com outros compatriotas, à Mealhada. Um repto que parece ter resultado, uma vez que Yuchi Wang mostrou-se bastante interessada na utilização do centro de estágios do Luso por parte de equipas de futebol chinesas.

No final da visita, a comitiva da República Popular da China plantou uma árvore na Avenida dos Cedros, no “coração” da Mata Nacional do Buçaco. Com as coordenadas GPS da localização do cedro na sua posse, os 31 chineses poderão acompanhar, à distância, a evolução da árvore.

Buçaco, 6 de fevereiro de 2016

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O ministro da Cultura, João Soares, mostrou-se recetivo, ontem, à classificação do Buçaco como Monumento Nacional e considerou "justa" e "legítima" a aspiração da Fundação Mata do Buçaco e da Câmara Municipal da Mealhada em candidatar o referido espaço de riqueza florestal, histórica e religiosa a Património da UNESCO, o que deverá acontecer em 2017 ou 2018.

Recorde-se que a classificação do Buçaco como Monumento Nacional está apenas dependente da aprovação do Ministério da Cultura e consequente ratificação por parte do Conselho de Ministros. Um facto que o presidente da Câmara da Mealhada, Rui Marqueiro, acredita que aconteça em 2016.

"Se for feita justiça, como acredito que será, não tenho dúvidas que o Buçaco será Monumento Nacional ainda este ano. Conheço monumentos nacionais que não têm, nem de perto, nem de longe, a imponência e a grandeza histórica e cultural do Buçaco, pelo que não há razão para que essa distinção não nos seja atribuída a curto prazo", afirmou o autarca da Mealhada.

Já quanto ao projeto de candidatura a Património da UNESCO, Rui Marqueiro foi prudente nas palavras, mas não deixou de revelar que ele próprio e o presidente da Fundação Mata do Buçaco, António Gravato, vão reunir, na próxima segunda-feira de manhã, no Ministério dos Negócios Estrangeiros, em Lisboa, com a presidente da Comissão Nacional da UNESCO, a embaixadora Ana Martinho, a quem vão entregar alguma documentação.
Antes de abandonar o concelho da Mealhada, o ministro João Soares fez questão de visitar, no Luso, a casa onde o antigo líder histórico do PCP, Álvaro Cunhal, foi preso pela PIDE.

Buçaco, 16 de janeiro de 2016

 

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"Não tinha a noção exata da grandiosidade e importância da Mata Nacional do Buçaco. Saio daqui encantada com a riqueza florestal, arquitetónica, histórica, cultural e religiosa que tive o privilégio de apreciar". Foi desta forma que a diretora de Comunicação e Relações Institucionais da Caixa Central do Crédito Agrícola, Isabel Matos, resumiu a sua passagem pelo Buçaco, no âmbito de uma reunião de trabalho, que teve lugar hoje, dia 15 de janeiro, com o presidente da Fundação, António Gravato, com vista a eventual acordo de parceria em projetos a desenvolver na Mata.

A responsável da Caixa Central do Crédito Agrícola fez questão de plantar uma árvore, na Avenida dos Cedros, no Buçaco, em sinal de apoio à reabilitação da Mata.

Buçaco, dia 15 de janeiro de 2016

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Quatro turmas do 5º ano da Escola EB 2/3 da Mealhada participaram em várias iniciativas, durante esta semana, no Centro de Interpretação Ambiental da Mealhada, com o objetivo de consolidar conhecimentos sobre a água adquiridos nas aulas de Ciências da Natureza.

Divididos em quatro sessões, os 92 alunos assistiram a uma breve explicação sobre o ciclo da água e os tratamentos aplicados durante o percurso deste recurso natural.
De forma a compreenderem melhor os processos de tratamento que ocorrem na ETA (Estação de Tratamento de Água) e na ETAR (Estação de Tratamento de Águas Residuais), os alunos analisaram alguns dos parâmetros da qualidade da água da torneira e construíram mini-ETAR's.

Buçaco, 15 de janeiro de 2016

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Em dezembro, o nosso Centro de Interpretação Ambiental, na Mealhada, promoveu várias atividades de educação ambiental, inseridas no programa Natal Ecológico, que se revelaram um enorme êxito.

Entre os dias 18 e 30, foram dinamizadas 14 atividades que contaram com mais de 200 crianças, que assistiram à leitura da história “Duendes da Mata do Bussaco” e à peça de fantoches "O Aderno que queria ser um Pinheiro de Natal".
As crianças fizeram várias oficinas de reutilização de resíduos urbanos, tendo construído pinguins, corujas, postais e duendes.

Buçaco, 30 de dezembro de 2015

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