As estradas do Bussaco e do Luso vão acolher em julho a primeira edição nacional do Rally Legends, uma prova que reúne automóveis e pilotos que marcaram a história do automobilismo mundial.

O italiano Miki Biasion, duas vezes campeão mundial de rali nos anos 80 e 90 do século XX, o alemão Walter Rohrl, vencedor do Rali de Portugal em 1980 e o finlandês Markku Allen, diversas vezes vencedor do Rali de Portugal e durante muitos anos o piloto com maior número de vitórias em competições oficiais (801), são algumas das figuras que marcarão presença nos dias 2 e 3 de julho no Rally Legends.

Os campeões portugueses Rui Madeira e Rodrigo Gallego, vencedores de provas da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) deverão também marcar presença na prova, que contará com algumas "máquinas" históricas das provas de ralis, como os Audi A4, Ford Escort RS ou Fiat Abarth, que dominaram a competição no final do século XX. "Só vamos aceitar máquinas construídas até 1983", esclarece Diogo Ribeiro, dirigente do Clube Luso Clássicos, que vai organizar a prova em articulação com o Clube Automóvel do Centro (CAC).

A prova será aberta ao número máximo de 50 viaturas e será composta de três classificativas, uma delas noturna, que deverão replicar os antigos trilhos do Rali de Portugal, que fizeram as delícias dos aficionados da Região Centro durante décadas.
"Queremos que o Rally Legends, prova que ambicionávamos organizar desde 2013, seja também um evento social, que junte pilotos, máquinas e entusiastas deste desporto", resume Diogo Ribeiro.
Trata-se de um projeto, prossegue Diogo Ribeiro, " que pretende ser a edição portuguesa das famosas provas de ralis que se realizam um pouco por toda a Europa e que trazem de novo para a estrada alguns dos mais míticos carros de ralis, tendo a iniciativa sido apadrinha por diversas entidades, entre as quais a Câmara Municipal da Mealhada, Fundação Mata do Bussaco, Junta de Freguesia de Luso e Sociedade das Águas de Luso".
O diretor da competição será José Regêncio, do CAC, que promete "uma prova de paixão nas antigas classificativas do Rali de Portugal". António Gravato, presidente da Fundação Mata do Bussaco e antigo piloto de competição, que será um dos participantes do Rally Legends, ao volante de um clássico Porsche 964 Turbo, garante que a prova será um sucesso por juntar "grandes pilotos, grandes máquinas e uma lindíssima Mata".

Bussaco, 2 de maio de 2016

Mais de uma centena de alunos da escola EB2/3 Rainha Santa Isabel, da Pedrulha (Coimbra), comemoraram, ontem, o Dia Mundial da Terra e o dia Nacional do Património na Mata Nacional do Buçaco, no concelho da Mealhada.

Conhecer um pouco da história da mata, denominada como “altar da Natureza”, e calcorrear alguns dos seus locais mais emblemáticos foi o objetivo desta atividade inserida no âmbito do projeto “Abraçar a Mata do Buçaco”.

“Gostámos muito de visitar a Mata Nacional do Buçaco, porque aqui sentimo-nos livres”, revelou um grupo de alunos do 5º e 6º anos de escolaridade. “Foi muito divertido aprender a observar, escutar e a respeitar a Natureza”, disseram os estudantes de Coimbra.

Ao longo da visita, orientada por duas monitoras da Fundação Mata do Buçaco (FMB), que contou com a presença de alunos, professores e de representantes do grupo Auchan (Loja Jumbo de Eiras), foi possível ainda colher bagas de gilbardeira e observar tritões – duas das espécies mais características e representativas da flora e da fauna da mata. Locais como a Floresta Relíquia, a Via-Sacra, as diversas ermidas e fontes espalhadas pela mata, a Fonte Fria e as Portas de Coimbra, onde o grupo almoçou, fizeram as delícias dos presentes.
De salientar que nos próximos dias 20, 21 e 22 de maio, dedicados à Biodiversidade, a FMB, em parceria com o Grupo Auchan, vai estar presente na Loja Jumbo de Eiras para uma ação de divulgação do projeto “Abraçar a Mata do Buçaco”.

Buçaco, 22 de abril de 2016

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- Resultados de estudo científico serão conhecidos em 2017 e prometem introduzir alterações significativas nos cadernos de encargos das obras de reabilitação de edifícios

A Mata Nacional do Buçaco está a ser palco de uma investigação científica - única em Portugal - que pode vir a implicar alterações significativas, já em 2017, nos cadernos de encargos das obras de reabilitação de edifícios afetados pela colonização biológica, ou seja, com paredes e/ou azulejos danificados por líquenes, musgos, micro-organismos, plantas ou outros seres vivos. O objetivo do estudo, coordenado pela Universidade de Aveiro (UA), é o de identificar com rigor o biocida mais adequado para combater o problema, evitando perdas de tempo, gastos desnecessários de dinheiro e, pior ainda, danos colaterais nocivos nos edifícios e no meio ambiente (recorde-se que os biocidas são produtos químicos). A investigação aqui em causa, desenvolvida no âmbito de uma tese de mestrado de uma aluna de Biologia da UA, junta pela primeira vez no mesmo trabalho académico os departamentos de Engenharia Civil e Biologia. “É um trabalho pioneiro de complementaridade de saberes, no qual entra a conservação/reabilitação do património, que é neste momento um dos cursos do Departamento de Engenharia Civil da UA”, salienta Ana Velosa, docente no referido departamento e orientadora da tese de mestrado de Ana Raquel.

Ana Velosa explica os pormenores da investigação científica em curso nas paredes exteriores do Convento de Santa Cruz do Buçaco e nas ermidas e capelas da Via-Sacra (única no Mundo à escala de Jerusalém) existente na referida Mata Nacional: “na área da reabilitação do património, é frequente e necessário tratar aquilo que é designado de colonização biológica, que é praticamente tudo o que sejam líquenes, musgos, micro-organismos, plantas, que colonizam as paredes dos edifícios, os azulejos. Para eliminar essa colonização e devolver ao edificado uma imagem renovada/limpa, os cadernos de encargos não pormenorizam, por desconhecimento, quais os produtos em concreto que devem ser usados nesse combate. E o que normalmente acontece é que por vezes não há uma escolha do biocida adequada”Na opinião da docente do Departamento de Engenharia Civil da UA, “o problema da colonização biológica não está a ser tratado, nos cadernos de encargos das obras, de forma adequada. Parte-se para uma obra sabendo apenas que há colonização biológica, mas sem se dominar a sua especificidade e, por conseguinte, sem saber com exatidão qual o biocida concreto a aplicar”.

Ora, com este estudo, o que se pretende, conforme explica o docente Artur Alves, do Departamento de Biologia da UA e do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar, é identificar as necessidades reais de cada edifício que carece de reabilitação, nomeadamente a adequabilidade dos biocidas para cada caso identificado e acabar com os cadernos de encargos com referências genéricas aos produtos a usar, que continuam a ser aplicados de forma indiscriminada, com prejuízos de vária espécie”. “A problemática da colonização biológica não se resume apenas e só a uma questão estética, na medida em que a colonização por determinado tipo de seres vivos ou micro-organismos pode claramente resultar na deterioração do próprio edificado, provocando danos muito graves”, alerta o docente universitário.
Artur Alves e Ana Velosa acreditam que esta interdisciplinaridade patente na tese de mestrado de Ana Raquel, que deverá ficar concluída até final de 2016, “irá resultar na mudança de paradigma dos orçamentos das empresas de construção civil que se dedicam à reabilitação urbana - uma área em franca ascensão -, uma vez que os resultados que contamos obter através deste estudo universitário irão introduzir alterações ao nível dos cadernos de encargos”.
“O próprio restauro que vier a ser feito, de ora em diante, a pensar no projeto de candidatura da Mata Nacional do Buçaco a Património Mundial da UNESCO já irá beneficiar dos conhecimentos resultantes da investigação academia ali em curso”, lembra Ana Velosa.

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O concurso de fotografia “Bussaco na quatro estações do ano”, promovido pela Fundação Mata do Bussaco (FMB) e que irá decorrer até 18 de março de 2017, na Mata Nacional do Bussaco (Mealhada), tem 120 pessoas inscritas, provenientes, entre outros, de Lisboa, Almada, Amadora, Faro, Fátima, Fundão, Castro Daire, Guarda, Coimbra, Aveiro, Viseu, Vila Nova de Gaia, Matosinhos, Vila Real, Guimarães, Barcelos, Braga e Porto.

“É um recorde de participações que nos colheu completamente de surpresa e nos deixou muito entusiasmados. É sinal que estamos a trabalhar bem na divulgação da Mata Nacional do Bussaco e a prova inequívoca de que o Bussaco é uma marca de excelência, credível, conhecida e reconhecida em Portugal, na diáspora e um pouco por todo o Mundo”, afirmou o presidente da FMB, António Gravato, sem esconder o orgulho por mais um êxito alcançado.
Recorde-se que o concurso de fotografia “Bussaco nas quatro estações”, que já está a decorrer (as inscrições terminaram no dia 25 de março), tem como prémios uma máquina fotográfica Leica, cursos de fotografia na Escola Superior Artística do Porto e no Instituto Português de Fotografia e fins de semana no Palace Hotel do Bussaco e no Grande Hotel de Luso.

De acordo com o presidente da FMB, António Gravato, “o principal objetivo do concurso, que contará com um júri presidido por um fotojornalista colaborador do New York Times e galardoado com o prémio World Press Photo 2013, é o de sensibilizar a população em geral para os valores da defesa do meio ambiente, da biodiversidade e do património cultural, visando a mobilização dos sentidos humanos para a capacidade de observação e valorização da Natureza, bem como a promoção do desenvolvimento e valorização de competências técnicas, artísticas e criativas no domínio da fotografia”.
Só serão admitidas a concurso imagens originais captadas por fotógrafos amadores, durante os 12 meses do certame, dentro dos muros da Mata Nacional do Buçaco, que retratem e enalteçam o património arquitetónico, histórico, religioso, cultural, florestal, biológico, zoológico, latente nos 105 hectares da Mata.

“Para além de poderem conquistar os prémios já referidos, os concorrentes terão ainda direito a ver as suas imagens em exposições temáticas que a FMB irá promover em espaços de eleição”, assegura António Gravato, sublinhando que a importância dos prémios em jogo - “temos, entre outros, uma excelente máquina fotográfica de uma marca de elevado prestígio”, salienta - e o facto de o júri ser liderado por um fotojornalista premiado internacionalmente, fazem deste “um concurso imperdível”.

Bussaco, 2 de abril de 2016

A Fundação Mata Nacional do Bussaco plantou, ontem, no Pinhal do Marquês, em plena Mata Nacional, 250 árvores de oito espécies, numa ação de reflorestação patrocinada pela Agrogarante - Sociedade de Garantia Mútua, que pretendeu assinalar o “Dia da Árvore”.

A plantação, que decorreu durante todo o dia e contou com a supervisão de representantes da Agrogarante, permitiu reflorestar uma zona que carecia de intervenção urgente. A Agrogarante para além de ter como missão “apoiar o desenvolvimento dos setores da agricultura, agro-indústria e florestas, procurando permitir que as Pequenas e Médias Empresas (PME) acedam ao financiamento em condições mais vantajosas”, tem também “uma responsabilidade social que persegue e não quer descurar”. “Por isso, especialmente no Dia da Árvore, era nossa ‘obrigação’ associarmo-nos a esta causa tão nobre”, frisou um dos responsáveis da Agrogarante. Para além de sobreiros e pinheiros mansos, os colaboradores da Fundação Mata do Buçaco (alguns deles reclusos do Estabelecimento Prisional de Coimbra) plantaram também carvalhos Alvarinho e Cerquinho, azevinho, folhados, medronheiros e carrascos.

Missão da Agrogarante

A Agrogarante é uma das quatro Sociedades de Garantia Mútua (SGM) existentes no país, participada pelo Estado Português através do IFAP, bem como pelos principais grupos bancários nacionais (BPI, NB, Millennium BCP, CGD, CCCAM e CEMG), atuando junto das PME´s através da prestação de garantias para os sectores da Agricultura, Agro-Indústria e Florestas.

Tendo em conta o papel relevante assumido pelas PME´s na estrutura económica e empresarial portuguesa e as dificuldades encontradas no acesso ao crédito, nomeadamente no que se refere a condições de preço, prazo adequado e garantias prestadas, torna-se necessário permitir que as PME´s acedam ao financiamento em condições mais vantajosas, em que a sua dimensão seja menos relevante.
Esta finalidade é prosseguida pela Agrogarante através da realização de operações financeiras, principalmente a emissão de garantias e a prestação de serviços conexos, em benefício de micro, pequenas e médias empresas, ou de entidades representativas destas, que sejam suas accionistas, os designados mutualistas, tendo em vista promover e facilitar o seu acesso ao financiamento, junto da banca e do mercado de capitais.
Esta intervenção nos próprios financiamentos, garantindo uma parte dos mesmos, permite a diminuição das garantias a prestar pelas empresas e pelos seus promotores, a melhoria das condições de preço e de prazo, e o aumento da capacidade de endividamento das empresas. A prestação de outras garantias, que não a financiamentos bancários, normalmente solicitadas às empresas no decurso da sua atividade corrente ( PRODER, PDR 2020, PROMAR, etc), e usualmente prestadas pelos bancos, permite também libertar plafonds para a obtenção de mais crédito.

O que é a Garantia Mútua?
A Garantia Mútua é um produto vocacionado para as Micro, Pequenas e Médias Empresas, que se traduz na prestação de garantias para o bom cumprimento de obrigações assumidas por estas Empresas perante terceiros. A partilha de risco com outras entidades financeiras facilita o acesso das Empresas ao crédito, libertando plafonds bancários e permitindo a obtenção de montantes, condições de custo e prazo +pelas Empresas.

Bussaco, 21 de março de 2016

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Uma intervenção realizada pela Fundação Mata do Bussaco (FMB) “devolveu” as árvores de laranjeira aos pátios adjacentes ao claustro do Convento de Santa Cruz.

Plantadas em vasos de madeira, obtida exclusivamente de árvores que não resistiram às sucessivas intempéries que assolaram a mata pública nos últimos meses, as quatro laranjeiras, das espécies Navalência (Dalmau) e Moscatel (Jaffe ou valenciana), pretendem ser mais um elemento de interesse para quem visita o monumento.

Repor a imagem histórica do espaço de culto religioso foi o principal objetivo da intervenção, levada a cabo por colaboradores da FMB, que visou, ainda, "acrescentar alguma vida e cor, numa tentativa de aproximar o cenário o mais possível à realidade original do convento, nos tempos em que os frades carmelitas ali habitavam no seu quotidiano de silêncio e penitência religiosa”, refere Filipe Gonçalves, responsável pelo património edificado do Bussaco.

Na origem desta intervenção está uma crónica da autoria de Frei João do Sacramento, publicada no ano 1721, a qual descreve a existência de laranjeiras nos pátios do claustro do edifício, classificado como imóvel de interesse público e em vésperas de ser classificado como monumento nacional, construído pela Ordem dos Carmelitas Descalços durante o segundo quartel do século XVII.

flor de laranjeira tem uma forte tradição religiosa um pouco por toda a Europa, devido ao seu cunho simbólico: representa Maria, esposa de José. Assim, da próxima vez que visitar a Mata Nacional do Bussaco e o seu singular convento, não deixe de sentir o aroma e experimentar o sabor da “Laranja do Bussaco”. De salientar que a FMB continua empenhada, num esforço que é diário e contínuo, em melhorar as condições de todo o espaço inserido nos 105 hectares da Mata Nacional e em preservar todo o seu património edificado e natural.

Bussaco, 10 de março de 2016

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Concurso de fotografia da Mata do Buçaco com júri presidido por fotojornalista do New York Times

- Máquina Leica e cursos de fotografia são alguns dos prémios

A Fundação Mata do Buçaco (FMB) vai promover, entre 20 de março de 2016 e 18 de março de 2017, o concurso de fotografia “Bussaco nas quatro estações”, cujos prémios serão uma máquina fotográfica Leica, cursos de fotografia na Escola Superior Artística do Porto e no Instituto Português de Fotografia e fins de semana no Palace Hotel do Bussaco e no Grande Hotel de Luso.
De acordo com o presidente da FMB, António Gravato, “o principal objetivo do concurso, que contará com um júri presidido por um fotojornalista colaborador do New York Times e galardoado com o prémio World Press Photo 2013, é o de sensibilizar a população em geral para os valores da defesa do meio ambiente, da biodiversidade e do património cultural, visando a mobilização dos sentidos humanos para a capacidade de observação e valorização da Natureza, bem como a promoção do desenvolvimento e valorização de competências técnicas, artísticas e criativas no domínio da fotografia”.

Só serão admitidas a concurso imagens originais captadas por fotógrafos amadores, durante os 12 meses do certame, dentro dos muros da Mata Nacional do Buçaco, que retratem e enalteçam o património arquitetónico, histórico, religioso, cultural, florestal, biológico, zoológico, latente nos 105 hectares da Mata.

“Para além de poderem conquistar os prémios já referidos, os concorrentes, que terão de se inscrever até às 24 horas do dia 18 de março, terão ainda direito a ver as suas imagens em exposições temáticas que a FMB irá promover em espaços de eleição”, assegura António Gravato, sublinhando que a importância dos prémios em jogo - “temos, entre outros, uma excelente máquina fotográfica de uma marca de elevado prestígio”, salienta - e o facto de o júri ser liderado por um fotojornalista premiado internacionalmente, fazem deste “um concurso imperdível”.

Os formulários de inscrição no concurso, condições técnicas de participação, especificações das fotografias, critérios de avaliação e toda a informação adicional referente ao certame podem ser consultados em www.fmb.pt ou solicitados por e-mail para Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

foto Pedro Brito Cópia

Está aprovado o Plano Específico de Intervenção Florestal (PEIF) para a Mata Nacional do Buçaco. O PEIF, que visa a salvaguarda do património natural e edificado da Mata, foi elaborado por um dos maiores especialistas da matéria no país e com recurso às mais avançadas tecnologias de análise e comportamento dos fogos. Preconiza a criação de uma unidade de Bombeiros Sapadores na Mata.

O PEIF centra-se na questão da prevenção dos fogos florestais, uma das principais ameaças à Mata Nacional do Buçaco, sob dois aspetos: a gestão da mata intramuros e a gestão das propriedades florestais vizinhas, identificadas como aquelas que potencialmente poderão ser mais perigosas por serem mais suscetíveis ao fogo. Os ventos foram identificados como um fator chave para determinar toda a linha de ação do PEIF.
Segundo Francisco Castro Rego, professor no Centro de Ecologia Aplicada da Universidade de Lisboa, e coordenador do Plano, os grandes incêndios da região foram potenciados por ventos de Noroeste e, os mais complicados, de Sudoeste. Recorrendo às mais avançadas tecnologias nesta área, conseguiu-se simular o comportamento do fogo nesta área, identificar os caminhos preferenciais e, consequentemente, os locais onde a intervenção preventiva é mais urgente. “Podemos identificar, prever as zonas por onde o fogo tem mais facilidade em progredir e prepararmo-nos para essa ameaça”, explica o docente, que também leciona na Universidade de Idaho, nos EUA, uma das mais reputadas unidades nestas matérias.
O PEIF aponta duas medidas fundamentais a implementar: a criação de um ponto de água no local, e a criação de uma unidade de sapadores florestais, em permanência, na Mata Nacional do Buçaco. Mas, sublinha, para que as referidas medidas, juntamente com toda a intervenção, tenham sucesso, é essencial a cooperação dos proprietários florestais vizinhos da Mata.

António Gravato, presidente da Fundação Mata do Buçaco, refere que este plano “é um instrumento fundamental para a proteção da Mata Nacional do Buçaco. Dá consistência a toda uma estratégia delineada para o futuro dos 105 hectares de património que o concelho da Mealhada aqui tem”. E sublinha a necessidade de que todos sejam envolvidos na defesa da Mata. “É importante a cooperação de todos, dos proprietários florestais vizinhos e de todos os agentes, desde a Proteção Civil aos voluntários”.
Este Plano Específico de Intervenção Florestal concretiza alguns aspetos mais genéricos constantes do Plano de Gestão Florestal, apresentado em Junho de 2015, por Francisco Castro Rego, ao abrigo de um protocolo estabelecido entre a Fundação Mata do Buçaco e o Centro de Ecologia Aplicada da Universidade de Lisboa.
O Plano foi aprovado na generalidade pela Comissão Municipal de Defesa da Floresta da Mealhada.

Buçaco, 1 de março de 2016

Reunião Prevenção de incêndios Prevenção incêndios 2


- Músico participa no primeiro ato público de requalificação da floresta após intempérie que destruiu dezenas de árvores

“Este é um ato simbólico em defesa de uma causa que deveria ser de todos, de defesa do património natural, cultural e edificado”. Foi desta forma que Pedro Abrunhosa justificou, hoje, ao final do dia, a sua presença na Mata Nacional do Buçaco, no concelho da Mealhada, onde plantou um cedro, naquele que foi o primeiro ato público promovido pela Fundação Mata do Buçaco (FMB) no trabalho de recuperação da floresta após o recente temporal que destruiu dezenas de árvores e danificou algum património edificado.

O cantor e compositor do Porto mostrou-se muito satisfeito com a beleza do património histórico, cultural e ambiental do Buçaco, elogiou a perseverança da FMB e o trabalho que esta tem vindo a desenvolver, em colaboração com a Câmara da Mealhada, e exortou outras figuras públicas a seguir o seu exemplo, de “apadrinhar” a Mata Nacional do Buçaco. “Toda a população, todas as personalidades devem apadrinhar a ideia de que a preservaçãO do património é o nosso futuro, é a nossa cultura. E o património deve, por isso, se acarinhado e preservado”, sustentou o músico.

O presidente da FMB, António Gravato, garantiu a Pedro Abrunhosa que a equipa que lidera está “fortemente empenhada e super motivada em fazer do Buçaco um lugar de excelência, requalificado, amigo do Ambiente/Natureza, no escrupuloso respeito pela História do legado que nos foi deixado e que todos queremos preservar e dignificar”. Arminda Martins, vereadora da Câmara da Mealhada, corroborou as palavras de António Gravato e garantiu que, “no que depender do Município, o Buçaco estará sempre na linha da frente das suas prioridades”. Todavia, alertou, “o Estado deve estar mais atento e apoiar, como lhe compete, este bem de valor inestimável, esta floresta que é pública”.

Buçaco, 27 de fevereiro de 2016

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- Futuros médicos, advogados e físicos têm primeira experiência na recuperação da floresta

Vinte e cinco estudantes universitários do Porto plantaram, ontem (dia 20), durante todo o dia, na Mata Nacional do Buçaco, no concelho da Mealhada, 400 árvores, de várias espécies, num dos locais mais afetados pelas últimas intempéries e pela doença do nemátodo da madeira do pinheiro.

“É uma ação extremamente louvável, que enche de orgulho a Fundação Mata do Buçaco (FMB) e que esta elogia por ser um inestimável apoio, ainda para mais quando aqui em causa estão jovens, sem qualquer ligação às florestas ou à agricultura, que prescindiram de um dia de folga para fazer 200 quilómetros, a expensas próprias, com o intuito altruísta de ajudar a reabilitar um espaço público que está fortemente empenhado em ser classificado, ainda este ano, como Monumento Nacional e, a médio prazo, Património Mundial da UNESCO”, afirma o presidente da FMB, António Gravato.

Na verdade, os jovens voluntários, com idades compreendidas entre os 18 e os 24 anos, membros do projeto “Vou pela Natureza”, do Banco de Voluntariado Universitário, frequentam cursos superiores de Medicina, Medicina Veterinária, Direito, Física, diversas áreas da engenharia e Biologia, nas universidades do Porto, Portucalense e Lusófona. Nenhum deles, conforme assumiram no local, tinha qualquer experiência na plantação de árvores, nem tão-pouco estava familiarizado com as questões florestais e/ou agrícolas.

Para ultrapassar essa falta de conhecimento, os jovens estudantes do Porto contaram com a supervisão de Nelson Matos, técnico da FMB responsável pelo planeamento ambiental, ordenamento do território e recursos florestais. Na opinião do referido responsável, “esta ação de voluntariado, de reposição/reforço do arboreto, é muito importante por dois motivos fundamentais: porque reabilita uma área com ‘clareiras’ prejudiciais à Mata e por criar uma relação de afetividade entre estes jovens e a nossa floresta, com laços que perdurarão por muitos e longos anos. É que a partir do momento em que plantam aqui as ‘suas árvores’, eles vão querer voltar mais vezes ao Buçaco, trazendo as suas famílias e amigos, para acompanhar a evolução das espécimes”.

Rafael Rocha e André Pinto, dois dos universitários presentes nesta ação de voluntariado, confessaram-se extasiados com a beleza do Buçaco, que não conheciam, e prometeram divulgar e promover a Mata Nacional junto do seu círculo de contactos. “Gostamos, todos nós, de colaborar em causas públicas. Neste caso em concreto, uma causa a favor do Ambiente, da Natureza. E achamos que o imponente Buçaco merece todo o empenho e ajuda da nossa parte. Estamos também a aprender a dar mais valor à floresta, a perceber quão difícil é reabilitar um ‘pulmão’ como este. Plantar estes 400 carvalhos alvarinho e português, sobreiros, pinheiros mansos, azereiros e pilriteiros, foi uma lição que jamais esqueceremos”, explicaram os dois jovens.

Buçaco, 20 de fevereiro de 2016

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